(...)
Beija eu!
Beija eu!
Beija eu, me beija
Deixa
O que seja ser...
Então beba e receba
Meu corpo no seu
Corpo eu, no meu corpo
Deixa!
Eu me deixo
Anoiteça e amanheça...
Seja eu!
Seja eu!
Deixa que eu seja eu
E aceita
O que seja seu
Então deita e aceita eu...
.....
(Arnaldo Antunes e Marisa Monte)
quinta-feira, 17 de abril de 2008
segunda-feira, 7 de abril de 2008
quinta-feira, 3 de abril de 2008
A vida dos outros é a minha também!
Eu sou o que de melhor existe em ti,
Sou o que vejo do mundo em ti.
Sou tua poesia, tua alegria, tua beleza,
que se reflete em mim para mim.
Me torno melhor quando olho o teu melhor em mim.
A Vida dos Outros
de Florian Henckel von Donnersmarck
(Das Leben der Anderen, Alemanha, 2006). Drama.
Tanto Adeus, Lênin! (2003) quanto Um Amor Além do Muro (2006) buscaram na antiga Alemanha Oriental a fonte para histórias ora tragicômicas, ora românticas. O drama em questão, vencedor do Oscar 2007 de melhor filme estrangeiro, vasculha a história recente com as tintas cinzentas das décadas passadas. Em narrativa pontilhada de tensão, o diretor estreante, de 34 anos, fez pesquisas em arquivos e entrevistou historiadores para a confecção de um roteiro exemplar. Em 1984, a Stasi, polícia secreta da então Alemanha comunista, passa a espionar, a mando de um ministro, os namorados Christa (Martina Gedeck), uma famosa atriz, e Georg Dreyman (Sebastian Koch), escritor e dramaturgo. O político desconfia que eles estariam traindo os ideais da pátria. Interpretado pelo excelente ator Ulrich Mühe, morto em julho do ano passado, o capitão Gerd Wiesler fica encarregado de grampear o telefone do apartamento, escutar e anotar todas as conversas do casal. Aos poucos, o solitário Wiesler percebe que a vida não se resume a perseguições políticas e oculta informações comprometedoras (137min). 12 anos.
Tanto Adeus, Lênin! (2003) quanto Um Amor Além do Muro (2006) buscaram na antiga Alemanha Oriental a fonte para histórias ora tragicômicas, ora românticas. O drama em questão, vencedor do Oscar 2007 de melhor filme estrangeiro, vasculha a história recente com as tintas cinzentas das décadas passadas. Em narrativa pontilhada de tensão, o diretor estreante, de 34 anos, fez pesquisas em arquivos e entrevistou historiadores para a confecção de um roteiro exemplar. Em 1984, a Stasi, polícia secreta da então Alemanha comunista, passa a espionar, a mando de um ministro, os namorados Christa (Martina Gedeck), uma famosa atriz, e Georg Dreyman (Sebastian Koch), escritor e dramaturgo. O político desconfia que eles estariam traindo os ideais da pátria. Interpretado pelo excelente ator Ulrich Mühe, morto em julho do ano passado, o capitão Gerd Wiesler fica encarregado de grampear o telefone do apartamento, escutar e anotar todas as conversas do casal. Aos poucos, o solitário Wiesler percebe que a vida não se resume a perseguições políticas e oculta informações comprometedoras (137min). 12 anos.
por Miguel Barbieri Jr.
quinta-feira, 27 de março de 2008
Para o moço que mora lá em cima do morro:
Alice Ruiz e Itamar Asumpção
Em caso de dor ponha gelo
Mude o corte de cabelo
Mude como modelo
Vá ao cinema dê um sorriso
Ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo
Se amargo foi já ter sido
Troque já esse vestido
Troque o padrão do tecido
Saia do sério deixe os critérios
Siga todos os sentidos
Faça fazer sentido
A cada mil lágrimas sai um milagre
Caso de tristeza vire a mesa
Coma só a sobremesa coma somente a cereja
Jogue para cima faça cena
Cante as rimas de um poema
Sofra penas viva apenas
Sendo só fissura ou loucura
Quem sabe casando cura
Ninguém sabe o que procura
Faça uma novena reze um terço
Caia fora do contexto invente seu endereço
A cada mil lágrimas sai um milagre
Mas se apesar de banal
Chorar for inevitável
Sinta o gosto do sal do sal do sal
Sinta o gosto do sal
Gota a gota, uma a uma
Duas três dez cem mil lágrimas sinta o milagre
A cada mil lágrimas sai um milagre
VIVA A NOVA ESTAÇÃO !!!!!
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o Matita Pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
Um pingo pingando, uma conta um conto
Um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
O projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
Um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o Matita Pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
Um pingo pingando, uma conta um conto
Um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
O projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
Um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
segunda-feira, 10 de março de 2008
O SONHO, A GENTE ALCANÇA!

Sonho Impossível
J. Darion - M. Leigh
Versão Chico Buarque e Ruy Guerra
Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão
segunda-feira, 3 de março de 2008
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